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Influência, suplementos e publicidade velada: os bastidores do mercado fitness nas redes sociais

Por trás das rotinas fitness e promessas de bem-estar, influenciadores e marcas são alvo de denúncias sobre publicidade irregular e produtos sem eficácia comprovada.

por Equipe Allure

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“A marca pediu que eu utilizasse uma linguagem mais natural, como se fosse uma recomendação espontânea da minha rotina.”

O

relato é de uma influenciadora fitness que aceitou divulgar suplementos alimentares nas redes sociais para milhares de seguidores. Segundo ela, o acordo com a empresa previa posts e stories que parecessem parte de sua rotina pessoal sem aparência explícita de publicidade.

O problema começou quando consumidores passaram a enviar mensagens relatando efeitos negativos após o uso do produto divulgado. De acordo com a influenciadora, a empresa tentou pressioná-la a apagar comentários críticos e continuar promovendo o suplemento normalmente.

 

“Recebi mensagens intimidatórias dizendo que eu poderia sofrer consequências caso falasse negativamente da marca”, afirmou a fonte, que pediu anonimato por medo de represálias.

 

O caso, obtido pela reportagem sob condição de anonimato, expõe os bastidores de um mercado bilionário que mistura alimentação fitness, influência digital e publicidade velada frequentemente sem que consumidores percebam quando estão diante de uma ação comercial.

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A investigação identificou que o uso de linguagem “espontânea”, cupons personalizados e recomendações inseridas na rotina dos influenciadores se tornou uma estratégia comum no mercado de suplementos e produtos fitness.

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vídeos obtidos na plataforma tiktok

O mercado bilionário da estética fitness

Nos últimos anos, o universo fitness deixou de ocupar apenas academias e consultórios nutricionais para dominar o ambiente digital. Nas redes sociais, influenciadores transformam hábitos alimentares, treinos, suplementos e rotinas corporais em produtos altamente lucrativos.

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Vídeos curtos com trilhas motivacionais, corpos definidos e promessas de transformação física passaram a ocupar diariamente o feed de milhões de brasileiros. Entre receitas, exercícios e “rotinas saudáveis”, suplementos alimentares aparecem como elementos indispensáveis para alcançar desempenho físico, emagrecimento rápido e padrões estéticos valorizados nas plataformas.

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Por trás desse conteúdo existe um mercado em plena expansão.

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Segundo levantamento da Credence Research, o setor fitness brasileiro movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Já o mercado de suplementos alimentares cresceu 15% em 2025, alcançando aproximadamente R$ 7,6 bilhões em faturamento, de acordo com dados da BRASNUTRI e da Euromonitor International. A projeção é de que o setor atinja R$ 13,8 bilhões até 2030.

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O Brasil já ocupa posição de destaque no cenário global:

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  • 5º maior mercado de suplementos esportivos;

  • 4º maior mercado de whey protein;

  • 3º maior mercado de creatina.

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Ao mesmo tempo, a chamada "creator economy fitness" também avançou rapidamente. Dados da plataforma Primetag mostram que Instagram e TikTok registraram mais de 754 mil publis em 2025 no Brasil, enquanto creators brasileiros publicaram mais de 123 milhões de conteúdos patrocinados. O Instagram concentrou 87,5% das ações publicitárias declaradas.

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Ao contrário da publicidade tradicional, o marketing de influência não depende apenas da exposição direta do produto. O modelo funciona principalmente por meio da identificação emocional criada entre influenciador e público.

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Especialistas apontam que os seguidores tendem a enxergar criadores de conteúdo como pessoas próximas, confiáveis e autênticas, uma percepção que fortalece o poder de convencimento das chamadas “publis”.

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Segundo estudos e materiais analisados pela reportagem, empresas do setor fitness utilizam três pilares principais:

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  • Identificação do público com o influenciador;

  • Segmentação algorítmica;

  • Prova social.

 

Na prática, isso significa que produtos são divulgados dentro de vídeos cotidianos, rotinas matinais, treinos ou relatos pessoais, muitas vezes sem aparência explícita de publicidade.

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A recomendação deixa de parecer anúncio e passa a funcionar como conselho pessoal.

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Cupons personalizados, links de desconto e relatos de “transformação” ajudam a criar sensação de proximidade e confiança. Em muitos casos, conteúdos patrocinados aparecem sem identificação clara de publicidade prática considerada irregular pelas normas do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

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Em materiais analisados pela reportagem, influenciadores promoviam suplementos conhecidos como “gummy hair” com promessas relacionadas ao crescimento capilar, rejuvenescimento da pele e fortalecimento do sistema imunológico.

As divulgações circulavam principalmente no TikTok e no Instagram, impulsionadas por vídeos curtos e linguagem informal.

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vídeos obtidos na plataforma tiktok

A dona de casa Daiane Almeida, conta que decidiu comprar um suplemento em formato de goma após assistir a vídeos publicados por uma influenciadora que a acompanhava no Instagram. Segundo ela, a criadora de conteúdo afirmava que o produto era seguro e podia ser utilizado por qualquer pessoa.

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“A influenciadora dizia que não tinha risco nenhum de alergia ou de mau efeito”, relatou.

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Dias após iniciar o consumo do suplemento, Daiane afirma ter percebido alterações no corpo.

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“Meu cabelo começou a cair mais que o normal e começaram a surgir caroços pelo meu corpo.”

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Ela conta que tentou entrar em contato com a influenciadora para alertar sobre os efeitos negativos.

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“Queria avisar para tomar cuidado com a divulgação, mas fui bloqueada.”

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Outro relato obtido pela reportagem é o da estudante Rebeca Freitas, que afirma ter comprado um whey protein anunciado em promoção por um influenciador no TikTok.

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“O influenciador falava que fazia milagre e era muito convincente.”

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Segundo ela, os problemas começaram logo após a primeira utilização do produto.

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“Quando ingeri pela primeira vez tive uma infecção alimentar muito forte.”

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Os relatos reforçam preocupações de especialistas sobre a ausência de fiscalização efetiva e a facilidade com que produtos ligados à saúde são promovidos nas redes sociais sem controle adequado.

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Em janeiro deste ano, uma influenciadora passou a ser investigada após consumidoras relatarem efeitos colaterais graves ligados a suplementos divulgados em seu perfil online. O caso reacendeu o debate sobre o que influenciadores a responsabilidade desses profissionais ao divulgar produtos por meio das conhecidas “publis”.

 

Ela é Ana Carolina Galdino, fundadora da empresa Especial Vittá e que está sendo acusada de comercializar suplementos como creatina sem eficácia comprovada e exportar esses produtos de maneira irregular produtos esses que, conforme depoimentos recolhidos pela equipe de reportagem da Record, causam efeitos colaterais adversos naqueles que os utilizam, entre eles:

 

  • Arritmias cardíacas; 

  • Desmaios;

  • Suor excessivo;

  • Problemas renais;

  • Secura na boca.

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A reportagem tentou contato com Ana Carolina Galdino e sua assessoria jurídica, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

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Consumidores relatam efeitos adversos

Do ponto de vista jurídico

O advogado Bruno Koga, especialista em direito do Consumidor e outras áreas aponta os pontos de atenção sobre propagandas de produtos supostamente irregulares. Entende-se que a publicidade é um ato livre, porém, ao se tratar de produtos que possam causar danos ao usuário, existem cautelas que devem ser tomadas. Nesse sentido, o profissional nos aponta três cenários:

 

  • O influenciador atuando como um comunicador, não tendo conhecimento do produto que é divulgado. Nesse caso, entende-se que ele não seria responsável por danos ou enganos causados pela divulgação;

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  • Quando o influenciador recebe uma parte ou comissão das vendas do produto. Aqui ele já se caracteriza como parceiro da marca, e, dessa forma, pode ser responsabilizado junto dela.

 

  • Por fim, o cenário onde o influenciador conhece o produto ou serviço e eventual enganosidade do anúncio. Ele responderá junto ao fornecedor, pois agiu de má-fé;

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Para entender como estratégias de marketing e informações técnicas podem criar visões diferentes sobre um mesmo produto, a reportagem analisou rótulos de suplementos entre os mais populares do mercado fitness brasileiro.
 

O levantamento comparou os apelos publicitários estampados nas embalagens com a composição nutricional descrita nas tabelas e listas de ingredientes. O resultado revela diferenças significativas entre as promessas utilizadas na divulgação e o que, de fato, é entregue ao consumidor.

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Propaganda Enganosa X Propagnada Abusiva

 

O artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor divide em dois tipos os propagandas feitas com intenção apelativa, intuito de omitir ou induzir o consumidor à compra: 

 

Propaganda Enganosa: “É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.”

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Propaganda Abusiva: “É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.”

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Por meio dessas informações, pode-se concluir que essas empresas praticam ambos os tipos de propaganda mal intencionada. Seja no ato da publi com o influencer ou na veiculação de um conteúdo próprio nas mídias sociais, televisão ou outra plataforma as propagandas são:

 

1 - Enganosa pois omitem informações reais acerca da composição e real resultado que os produtos proporcionam.

 

2 - Abusivas pois explora a superstição e vulnerabilidade de pessoas que não terão o devido julgamento na hora de comprar e usar esses produtos.

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Teste do Rótulo

O "Whey" Modificado (Categoria: Blends Proteicos) 

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A Promessa do Marketing: Sob nomenclaturas imponentes como "Whey Turbo", "Blend" ou "Fórmula Avançada", as embalagens exibem a palavra WHEY em letras garrafais, quase sempre acompanhada por fotos de atletas de alta performance e promessas de rápida absorção para a síntese de massa magra. 

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A Realidade da Tabela: O que o verso entrega é uma densidade proteica severamente reduzida. Ao analisar o rótulo de produtos como o Whey Turbo, a concentração real de proteína por porção é drasticamente diluída: são necessários impressionantes 120g de produto para entregar apenas 30g de proteína. O restante do peso adquirido pelo consumidor é composto por carboidratos e fontes proteicas de menor custo comercial (como a soja e o trigo), configuração que aproxima o produto muito mais de um hipercalórico do que de um suplemento de proteína concentrada padrão (que costuma entregar mais de 70% de pureza em doses três vezes menores). 
 

A Creatina "Econômica" (Categoria: Creatina com Carboidrato)  

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A Promessa do Marketing: Embalagens volumosas comercializadas por valores agressivamente abaixo da média do mercado. O painel frontal ostenta selos de "Força" e "Explosão Muscular", enquanto termos restritivos como "Plus", "Turbo" ou "Mix" aparecem em fontes discretas.  

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A Realidade da Tabela: Um exame minucioso na lista obrigatória de ingredientes revela o uso estratégico da Maltodextrina para inflar o volume do produto. Na tabela nutricional de marcas que seguem essa linha, constata-se que para obter as 3g de creatina anunciadas, o usuário é induzido a ingerir simultaneamente uma dose idêntica de carboidrato puro.

 

Embora o rótulo frontal muitas vezes anuncie "zero açúcar" ( uma vez que a maltodextrina é quimicamente classificada como um carboidrato complexo), o impacto metabólico de seu alto índice glicêmico é imediato. O consumidor adquire o produto acreditando ter encontrado uma promoção do aminoácido, mas está, proporcionalmente, comprando amido a preço de creatina.  

A armadilha do amido oculto: Potes e refis de creatina modificada costumam registrar índices zerados ou irrelevantes de açúcares simples na tabela. Contudo, a lista de ingredientes no verso denuncia a presença massiva de Maltodextrina como agente de volume, reduzindo a pureza real do suplemento pela metade 

A dificuldade de fiscalização 

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Enquanto o mercado cresce rapidamente, órgãos reguladores enfrentam dificuldades para acompanhar a velocidade da divulgação nas plataformas digitais.

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Segundo o Relatório de Gestão 2024 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 87% das notificações recebidas pela agência estavam relacionadas a suplementos alimentares. Apenas 20% dos produtos analisados atendiam plenamente às regras sanitárias, enquanto 70% tiveram notificações canceladas por ausência de documentação adequada.

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Em dezembro de 2025, a Anvisa proibiu quatro marcas de suplementos após identificar irregularidades envolvendo ingredientes não autorizados, origem desconhecida e problemas de qualidade e rotulagem.

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Mesmo assim, produtos continuam sendo divulgados diariamente por influenciadores digitais antes que eventuais fiscalizações ou punições sejam concluídas.

Além disso, processos envolvendo publicidade irregular raramente impedem imediatamente a circulação dos conteúdos.

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Materiais analisados pela reportagem mostram que marcas citadas em reclamações continuaram promovendo produtos nas redes sociais mesmo após registros de consumidores e processos no Conar. 

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Também foi realizado contato com a Anvisa para questionar como ocorre a fiscalização sobre campanhas publicitárias envolvendo suplementos alimentares divulgados por influenciadores digitais, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

🔍Por massa magra entendemos o peso total de uma pessoa sem considerar percentuais de massa gorda ou gordura. Considerando órgãos internos, pele, ossos, água corporal e também de massa muscular.

Promessas e Riscos

Nas redes sociais, suplementos alimentares costumam ser apresentados como aliados indispensáveis para desempenho físico, ganho muscular, imunidade e melhora estética. A creatina, whey protein, vitaminas e aminoácidos aparecem diariamente em vídeos patrocinados acompanhados de promessas de resultados rápidos e rotina saudável.

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Especialistas, porém, alertam que o consumo indiscriminado desses produtos pode trazer efeitos adversos, principalmente quando realizados sem orientação profissional.

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A nutricionista Bruna Fontenele explica que muitos suplementos passaram a ser tratados como itens obrigatórios da rotina fitness, mesmo quando não existe

necessidade clínica ou nutricional para o consumo.

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“Estamos em uma era em que tudo vira conteúdo. Muitos produtos são vendidos como essenciais, mas podem causar problemas quando utilizados de forma excessiva ou sem acompanhamento adequado”, afirmou.

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Os gráficos abaixo mostram o contraste entre os principais benefícios divulgados pelas campanhas publicitárias e os possíveis riscos associados ao uso inadequado desses suplementos.

A nutricionista Bruna Fontenele afirma que o problema não está apenas no consumo dos suplementos, mas na forma como esses produtos passaram a ser vendidos nas redes sociais, muitas vezes associados a promessas irreais de saúde, desempenho e transformação corporal.

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Em entrevista à reportagem, a especialista explica como a cultura fitness digital contribuiu para normalizar o uso indiscriminado de suplementos e alerta para os riscos do consumo sem acompanhamento profissional.

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Publis disfarçadas de recomendações espontâneas, promessas de resultados rápidos e relatos de consumidores que afirmam ter sofrido efeitos adversos, cresce o debate sobre os limites da influência digital quando o assunto envolve saúde.

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Enquanto o mercado fitness amplia seu faturamento e fortalece a presença de influenciadores nas campanhas publicitárias, especialistas alertam para a falta de informação, o consumo sem orientação profissional e a dificuldade de fiscalização em um ambiente onde os conteúdos circulam em velocidade cada vez maior.

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Afinal, em meio a vídeos motivacionais, corpos idealizados e discursos de transformação, nem sempre é simples distinguir o que é experiência pessoal, estratégia de marketing ou risco à saúde.

Realização

 

Jorge Mauricio

Kayan Otir

Rafaella Silva

Sarah Araujo

Vinicius de Melo

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